Segunda-feira, Setembro 04, 2006

REENTRADA

Os momentos de efémera diversão não podem empatar a mecânica dos pensamentos, os momentos de chocolate não enganam o hábito amargo. Temos que voltar a sair da caverna, voltar a ser queimados pela luz do sol. Seria fácil contemplar eternamente o extâse das memórias nulas, rebolar de barriga para cima em cachorro para receber festas invisíveis. quem nos separa efectivamente deste alheamento também nos cinge a tempestades de lixo e a perseveranças estóicas.loucos, sombras, carontes; famélicos de redenção, rebentando com as têmporas , num intersecto de ideias amaldiçoam a inteligência, num pano aos quadrados percebem padrões de câncer.
prefeririam a morte ou o ricto de uma boca sempre rindo irracional. querem sossego de poder fitar sem mácula o cubículo desalongando semi-destruido. entre obtuso e interpelação
resignam cachorros no préludio do drama. por tomo o selado extemporâneo, ou se, por questão de quem de direito, o futuro.

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