Sábado, Outubro 07, 2006

AlGUÈM CHORA

Alguém chora tapando a cabeça com os braços, articulando magia, coisa que vai falar com o mundo; caracteres se desenham com fôlegos mandarins vulgares. que provaram sobejamente a parcimónia, não duvidam, um rosto banhado de ranho e lágrimas de olhos de porco. Mas a liberdade amarga ou pura, vai para esse diálogo procurando comida, esse fantoche chorão podia estar rindo sem razão. O facto da liberdade contrariar o ensejo para aparecer num salão de visitas com a mesma tromba que eles, os sorrisos do inane e forçado.
Numa época onde a vagina do finito se escancara para a facilidade de passaralhos ejaculadores, as prosopopeias do género personificam-se mais na dificuldade. uma dificuldade de enfim lançar os braços ao ar ou de se encolher atemorizado numa assumpção ontológica. eis a posição fetal, a liberdade do aniquilamento e da vida pura.
Posto que a muitos tal faz espécie, quando passarmos por o vagabundo chorão ou o fantoche do arrependimento, podemos disfarçar. e, como nem somos fieis à própria natureza, nem sei se algum lhe mandará moedas pretas para o chão. a maior parte de nós será de engalanar num poleiro para aves de criação amaldiçoando os livres sem vergonha do ridiculo da luz.

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