Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Scathos

Podemos argumentar que todas as pessoas no mundo inteiro têm razão de sobra. Razão de côdeas, restos, assobios de putas. Não se distingue nenhuma filosofia viável, a não ser queimar as roupas e os utensilios num pira funerária, até irreconheciveis. e dessa amálgama, livre do tabu, viesse o rosto nefando do espelho.
agora escolheriamos o ente perfeito: que resgata de figuras e pensamentos, a probabilidade de sem sentido.o merdoso Seria o que mais sujo estivesse, chamar-lhe-iamos Ele, o que viveu destinos. o messias da certeza prática. à falta de outro nas barbas da eternidade, era Ele e por ser precisamente feito à nossa imagem, o irrefutável, proposição certa. o merdoso bate com colheres nos tachos e masturba-se em público. Ele diria eu tenho o teu nome. o merdoso tem por única propriedade um muro algures nas cidades do crime e um confessionário de padre louco. e ele rasteja da multiplicidade das linhas e dos ruídos com a singular natureza das coisas e com desejos destrutivos. desforrando-se da multidão-ele-próprio num auto de fé, suicida homicida. Nome que gentios e sábios de todas as religiões substantivam aos destinos, ao que eles pactuam, latifundiários e pastores terríveis.

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