Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Dissertação sobre as falhas

Decerto que as auroras escondem o segredo da antecedência obscura. Semiótica partilhada, uma simbiose de castanho cor de terra com rabiscos de trama barroco. Sem que algo tenha sido pedido, prenunciado somente num sistema fechado e aberto de devoramento. Assobios na clareira diminuta da esperança, assobios falhos e suor de mendigo. Concreto e fluído rumor dos entes que não couberam em nenhuma proposição, porque marcam a terra com outras preocupações sem conceito de espécie ou classe, sem engano, os concretos definidores não-designados. Seja em espirito ou em carne, labirinto com ámens de oráculos e notas cacofónicas.
parecendo sem nome, sem casa, sem par de cuecas seu, os mais francos exemplos de criatura, e os que, num rasgo de duplo sagrado designam as classes donde foram corridos a pauladas.

esse bando de bêbados atravessa a planície dos mistérios irrefutáveis, tendo qualquer pretensão de negociar com o valor do sitio acabado sempre em negação deles mesmos, os histéricos bêbados, e afirmação da humanidade. que estes sairam do ventre materno, sem novidade. algumas marcas de suplicio exercitam jargões amplos, e variadas tropelias de aspecto os definem mais humanos que hipócritas, só os bébés o sabendo melhor "vindo a este mundo sempre a chorar". aqui tanto trabalho para semi-plagiar um dito de shakespeare, ou para produzir parágrafos de má literatura.
então ao menos fique a homenagem áqueles que como acabados de nascer, são puros . os pobres diabos que ainda aguentam a vontade de se mascararem de nulos importantes.

REENTRADA

Os momentos de efémera diversão não podem empatar a mecânica dos pensamentos, os momentos de chocolate não enganam o hábito amargo. Temos que voltar a sair da caverna, voltar a ser queimados pela luz do sol. Seria fácil contemplar eternamente o extâse das memórias nulas, rebolar de barriga para cima em cachorro para receber festas invisíveis. quem nos separa efectivamente deste alheamento também nos cinge a tempestades de lixo e a perseveranças estóicas.loucos, sombras, carontes; famélicos de redenção, rebentando com as têmporas , num intersecto de ideias amaldiçoam a inteligência, num pano aos quadrados percebem padrões de câncer.
prefeririam a morte ou o ricto de uma boca sempre rindo irracional. querem sossego de poder fitar sem mácula o cubículo desalongando semi-destruido. entre obtuso e interpelação
resignam cachorros no préludio do drama. por tomo o selado extemporâneo, ou se, por questão de quem de direito, o futuro.

Domingo, Setembro 03, 2006

Depois das férias mordemos as paredes de vazio da cidade austera.