Domingo, Janeiro 07, 2007

TRAGÉDIA GREGA


O mundo escoa enquanto os poetas tacteiam pela irónica chuva de pétalas

Os sonhos morrem comidos por vagabundos de fato e gravata

Conto de Medeia, lixo na boca

Digo digo digo

Como o adolescente púbere que só sabe de lágrimas dores e amores frustados

Mas o cadáver, o mim o outro o tu, é ele

O eclipse é capaz de destruir a colónia de formigas sem esforço como tu esvazias o tempo da vida

Não é dor ou sofrimento ou mal, o romance mal-escrito, os pés frios deste inverno de árvores decrépitas

É com naturalidade que o caralho ejacula para cima das más intenções e dos epílogos destrutivos.

1 comentários:

Anónimo disse...

repito-me: o que escreves é de uma originalidade sanguinária; não há nada, nada que fique à tona, que sobreviva às tuas palavras.