
Já não há roupa branca nas varandas; agora estendem, ou melhor penduram, corpos daqueles que sentem o coração contra as paredes
Vão ficar lá até serem roubados do estendal por engano, o joaquim queria o par de calças de ganga
Com o passar do tempo, macilentos e esquálidos, vão reforçando herméticos signos de escrita; Um Nerval, um demónio engravatado, um leproso de dez anos
Ao nivel das ruas a visão é dantesca, trambolhos gigantes e minusculos gastam a pedra granitica das esquinas
Os retratos da morte pregados nos postes dos cruzamentos e as asas dum pombo sujo a baralharem as cartas.

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