
Aqui se apresenta uma anotação, ou compêndio, como plano ou axioma, fundado a efectivações pela súmula dos existentes das suas razões de ser. E, a partir da observação interpretativa desses pássaros histéricos com normalidade postos num ônus extrovertido. Objectar-se-á que tudo o que aqui discorrer, pela estranheza da base de onde venham as funções humanas, só pode ser devaneio senão conjectura, ou heresia conforme a vulgaridade dos eus. Contudo, corresponderá ipsis verbis, menos como especulação e mais como evidência, à natureza fabulosa de borralhos não desenhados a papel ou transcritos na sua certeza.
A transposição destes axiomas para o papel dos Rossios é anterior a qualquer intenção, escrito sem ser em papéis, actualizado momento a momento como a mais honesta das apercepções auto-evidenciadas, pela prática constante dum centro ou do tal prosaico axioma. Encontramos coisas que nos recordam o trabalho feito por outros, mesmo nós o testemunho vivo e abrangente, e quando não haja ninguém para reparar nele, tão autêntico como este embrulho de texto corroborado neles.
O estilo errático subsume em si a mais divina das imprecações, que se justifica de modo próprio: é a exegese das criações ditas pela criatura individual, subjectiva q.b, objectiva no único curso que aos mortais compete ou se concede, a criatura que fala e o coxo que anda direito nas suas naturezas fidedignas.
O facto simples, de na sua essência ilegível, este texto se cumprir, deve servir justamente para relevar esse acto, que chega a ser, por via das suas propriedades intrínsecas, um manifesto e moi-mento da mais alta estirpe e categoria em que os intervenientes assinam por baixo (todos). Assim nos foi mandado por correio, para rua do nunca, o significativo citado de agora já não sabermos ou podermos explicar. O vagabundo sentado à porta do supermercado, e a musa, lá dentro, "a olhar para" enquanto as suas peças de fruta rebolavam caídas.
As distâncias palmilhadas de pés nus roussam o profundo conteúdo escondido destes caminhos, não tanto herméticos, mas resultados das sínteses das histórias ou tragédias praticadas activas ou potentes em cada um. Elas apresentam-nos o piano onde os seus dedos de pés tocam músicas horripilantes de povo e massa homogênea. Traduzidas à letra, destas interpretações a música dos espíritos endireita-se como piru ou desaba com violência base num cai-cai de classificações genéricas. Mais, atentando que o poder da legitimação é tão fidedigno aqui como em qualquer parlamento, voltam ao assunto original, com o qual tentam transmitir o anseio da apresentação, para quem ignorada, um não ao comprido e subjectiva-objectivada: um rótulo de preço e composição na ironia.
Por meio da algaraviada das vidas as singelas linhas, aqui, que ninguém lerá, virão emendando as constituições e os constituintes com o valor reflexivo e actuante duma constatação automática e passada a abrupto definidor ali e aqui ou lá. Longe da conjectura, os canhenhos sebentos e as faltas gramaticais serão caucionadas in loco pelos insuspeitos artistas da praça, da raça e do conteúdo.
O coro re-aprova, ignorante, em cada gesto seu estas palavras e o projectado deles, mostrando com troça os seus feitos, inconscientemente, ao Apolo derribado, passado a ferro e posto na prostituição em cidades marítimas. Considerem-se então estas singelas linhas que ninguém lerá como emendas à constituição feitas e aprovadas pela multidão invisível:
“Os porcos engasgam-se com as pérolas do discurso da superfície.”, se alguns (estoicamente) acastelam a forma sobre o íntimo, depressa verão essas pérolas de heresia chegando a mãos-cheias por entre, e por culpa de, coisas que se produzem neste fim do mundo em cinco minutos, como prova dos grandes e únicos sistemas.




